
(Foto Letícia Kruger - Com Paulo de Tharso no Nordeste)
Fiquei na vibe de pensar que tipo de mulher sou.
(...)
Não sei se sou aquela que fala de menos por não ter o que dizer ou se pra fazer charme pra alguém ou se é porque tá de bode, ou sei lá, nem tá.
Se sou aquela que fala demais porque acho do caralho o que tenho pra dizer ou se sei que falo bosta atrás de bosta ou se finjo que sei que falo bosta pra de novo fazer charme pra alguém, ou se é o caso de eu realmente não me importar com o que falo ou é porque sei que ninguém tá nem aí se falo ou não falo, se tô ou não tô.
Eu sou uma mulher que bebe mas que diz que não bebe e que tá tentando aprender que não tem porque dizer que não bebe e que continua dizendo que mal bebe, mas que bebe.
Sou aquela que pensa não ter muitas qualidades, daí do nada acha que tem várias, daí lembra que não, não tem, e se confunde e bebe e fala demais, depois fala de menos e bebe demais e acaba na noite fazendo charme pra alguém.
Acho que sou também uma mulher que ama um homem.
Uma mulher que não fica mal com o fato desse homem amar outra mulher só porque talvez ela mal fale, talvez nem beba, ou quem sabe porque ela fala coisas boas de serem ditas, beba coisas boas de serem bebidas, ou porque ela não se confunde com nada, não fala nada com nada, nem pensa em nada. E eu aqui falando dela e ela lá sem saber que penso nela mais do que eu gostaria, que amo o homem dela mais do eu deveria.
(texto de 2009, acho)
1 comentários:
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