Era mais um terceiro domingo de maio. Com uma blusa de veludo vermelha, um sapato de pano vermelho e uma calça jeans qualquer sentei na sala e pensei "muito liso", meu cabelo estava muito liso. E o liso me incomodava. A vida me assombrava. Sabe?, pode ter sido a fita presa em minha franja, que assim me aproximei daquele que boa companhia fazia quando eu apertava meu botão Nancy de ser: pois naquele dia eu estava caída no real, com os bolsos vazios!, estava lisa, eu só me debatia, me parecia difícil viver e muito fácil amar e saltar e morrer. Foi um táxi, não sei. Naquele bar me apresentaram a você e consegui suspirar, "vodka" eu disse e seu soluço foi maior, vodka me trouxe e fez alguma garota o gloss me emprestar. E vários saltos nos separaram do acaso. A fome surgiu pós bebedeira!, destino hamburguer com um mané qualquer. Olhei de soslaio e te vi entrar, não me aguentei e quis te abraçar. Sua mirada era de quem não me conhecia, mas o meu andar te fez lembrar da nossa noite e suas companhias, da minha panaca rebeldia!, o meu andar fez contigo um par. E mais alguns saltos do acaso. Quando me vejo estou ao seu lado, destino Paraná e eu aberta a seu parceiro, de prontidão pro meu me humilhar. Ganho de presente meu melhor apelido, alguns quilômetros rodados, um homem roubado, mas que importa?, te fiz de amigo. Os saltos agora foram pensados. Foi você de canto esperando minha mãe chegar. Você de cara amarrada no bilhar, mais que puto da vida por eu ser assim tão sofrida!, um beijo e nós novamente a andar. Outro salto sem pressa e a gente na praia, você gargalhando por ter me feito nadar!, e eu me afogando e rindo por seu casaco eu estar vestindo, tudo na noite sem pistas de algum luar. De esposa "Maria Helena" fui neta, de espírito de porco foi puro, é puro!, mas tenho certeza que no trecho mais escuro estará você me girando até eu quase gorfar, me xingando de esperta por perder a tipóia no bar e sempre com um sorriso na alma toda vez que do 103 eu voltar.
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(Ayala, Eu e Basa)
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(Basa)
Pra ti serei clara: aprendiz por data, mas homem feito e inteiro por tombo, risadas, trapaças!, que sua graça se ninguém traça lá tô eu no tombo, na risada, sem trapaças por nossas desgraças que a gente traga e com calma sem mais tombos, só risada e um basta.
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Felicidades e muito obrigada.
1 comentários:
Como te escrevi...Love is always a curious thang, babe! Love ya! Sábado vamos quebrar tudo!
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